terça-feira, 14 de maio de 2013

don't

you absence will probably kill me, you know

I can't write anymore. I can't throw my soul out of me into  words. it is like an enormous emptiness I cannot fill. I hopelessly wish for something to do. it is never enough. work vanishes between my hands and time did not have passed. you are not here yet. and soon you'll never be. I push back the tears. I miss home. I'm sick of this. but I don't want it to be over too fast. summer will end in a blink, I sense it with every emotional cell of my body. I'm afraid that we will never be the same again. I'm afraid of being left alone. loneliness haunts me. it will break my soul eventually. it is already cracking


AND THEN I WISH FOR A HOUSE JUST LIKE MY SOUL


EMPTY

quinta-feira, 14 de março de 2013

I thought you could fix me.
The worst thing is to come home to an empty house. The worst thing is to lie down in a cold bed at night. No. The worst thing are the thoughts that keep haunting my mind and the dreams that incarnate my deepest fears.
My soul is broken. My body was hit, thrown into the ground, but it healed. My soul did not.
I want to sleep. I desperately want to sleep. But the thoughts...
You used to be my dreamcatcher.
You cannot fix me anymore. You never could. And yet, I'm still hopeful. At least, please, please, don't break what's left of me.
I can't walk without crutches. Sorry if I made you mine. 

domingo, 9 de setembro de 2012

Tempo

O tempo é uma dimensão rara do ser. A velocidade a que se criam memórias é uma eco vago no plano da consciência distorcida, em eterno processo de regressão, que transforma as melhores horas da nossa vida na mera certeza de terem acontecido. As provas são fúteis. Não há pedaço de papel pintado a luz que reacende a vida com tanta intensidade como um imaculado sonho revivalista que a nossa anatomia não nos permite ter, nem no segundo imediato ao acontecimento. O passado é nevoeiro. É o diz que disse e a recordação distorcida da nossa visão subjectiva. É um consolo pobre mas suficiente, tão desgraçadamente suficiente para ainda arrancar lágrimas ou sorrisos, mesmo que errado, errante e destruidor. Porque é igualmente capaz de produzir saudades, perigosa nostalgia do ser que se sente inadvertidamente atraído por um tempo que não pode recuperar, mal pode recordar e jamais poderá transformar. E esse estágio de arrependimento ou melancolia entranha-se, não se estranha, e vira as prioridades da nossa alma progressiva no sentido da auto-destruição. O tempo é uma dimensão suicida do ser. Aquela em que a felicidade está dependente de uma história já gravada em pedra, que se deteriora e esvaísse como areia ao vento. 

terça-feira, 28 de agosto de 2012

terça-feira, 17 de julho de 2012

O Silêncio é paz e amor. 90% do tempo.
Mas o vazio que se prolonga aqui é preenchido finalmente noutras páginas. Lentamente.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

tudo no nada

A tua ausência faz o aborrecido da minha vida vir ao de cima. E enquanto espero por uma resposta que não vem, temo, recrimino-me, culpo-me, mas não há realmente volta a dar a esta necessidade de alguém.
Nunca fui tão alérgica à solidão.
Tenho saudades de casa. Enganaste-te, não passou. Vejo representações de famílias por todo o lado. Vejo inclusão, pertença, segurança, suporto em todo o lado. A nostalgia sufoca-me. A inveja arde. Sinto-me à beira da derrota. O tempo é um vazio imenso por preencher. Nada me chama, nada me quer. Às vezes penso que desisti completamente de escrever.
Não sei o que fazer aqui, noite após noite, na tua ausência. Assusta-me. Eu não era assim. E de alguma forma, não posso afirmar que algo tenha mudado para melhor. Ainda sinto dentro de mim aquela adolescente insegura que só queria um forte grupo de amigos no qual se sentisse em casa. Nunca existiu. Mesmo quando quis acreditar que sim, era tudo uma grande ilusão. Nunca soube de quem era a culpa. Os laços simplesmente desmoronaram, soprados como areia ao primeiro erro, quando era suposto ser uma amizade forte como pedra.
Não sei dizer se fui desiludida mais do que fui uma desilusão. E quando os avisos começam a cair, são como cartões amarelos num jogo de futebol. O segundo já é vermelho. E eu não posso aguentar isto de novo. Exclusão. Não quando pensava fazer tudo certo, o melhor que podia. Nunca é suficiente. Não sou suficiente. Não sou nada para dizer a verdade. Mas não posso viver como se cada gesto meu fosse vir a ser julgado. Melhor sozinha que só, então.
Era mais feliz quando pensava que podia viver assim, sozinha. Mas tudo o que eu quero depois de um mês e meio sem ir a casa é a minha família. As únicas pessoas do mundo que eu sei que não se vão zangar comigo se eu falar demasiado alto ou se me esquecer de limpar a mesa. Que não vão criticar o que eu sou ou quem eu sou porque essa é a pessoa que conheceram desde sempre e não acham que haja nada de errado com ela.
Foi tão difícil este ano. Apanhar os cacos do ano anterior. Perceber que não havia reconstrução possível para isso. Lamentar. Chorar. Desistir. Seguir em frente derrotada.